quinta-feira, 28 de novembro de 2013





“És a melhor maneira de viver. Podia dizer-te que te quero por tudo o que és. Mas estaria a mentir. Quero-te por tudo o que sou contigo. Quero-te pelo que sou. Porque me sinto, em ti, a pessoa que quero ser. És a minha melhor maneira de viver. Quero-te por egoísmo. É isso. Quero-te por egoísmo. Espero que me queiras pelo mesmo motivo.”

Pedro Chagas Freitas

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Desenganos............


“Abres o caminho; abres o coração; e depois vais; e depois afinal não é amor.

Um dos segundos mais dolorosos da tua vida é aquele em que percebes que afinal não é amor.

Dás esperança; dás tudo; alimentas tudo; fazes acreditar que é de verdade; que amas; que queres como és querido; fazes acreditar que é tudo para sempre; de sempre e para sempre; ...

e afinal era apenas um corpo; e afinal era apenas uma precisão;
uma adrenalina com corpo; uma adrenalina com suor.

Um dos segundos mais dolorosos da tua vida é aquele em que percebes que afinal era apenas adrenalina com corpo.”

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"In Sexus Veritas", de Pedro Chagas Freitas

O tempo passa........



“Passa; o problema é que passa; o problema é que passa tudo; passa mesmo tudo;
os anos; as peles; os toques;
passa tudo;
o problema é que passa tudo; menos as memórias;
passa tudo menos as memórias; as memórias ficam; ...

vão ficando; vão martirizando; vão picando;
as memórias nunca passam.

Doente de Alzheimer ou doente de amor?

E passamos a vida toda a querer apagar as memórias; e ao querer apagá-las estamos a mantê-las vivas; cada vez mais vivas;
quanto mais as queremos apagar mais as estamos a segurar; mais as estamos a fazer sobreviver.

O problema do Homem é a memória. A esmagadora maioria dos conflitos não existiria se não houvesse memória.”

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"In Sexus Veritas", de Pedro Chagas Freitas

quarta-feira, 20 de novembro de 2013


Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde, amo-te simplesmente sem problemas nem orgulho: amo-te assim porque não sei amar de outra maneira.

Pablo Neruda

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Broken.....


You broke me
like I had been standing on that cliff forever
fervently trying to keep my balance
putting all of my effort
in keeping the firm ground under my feet
and then you came and mindlessly pushed me
not even on purpose
not even as if it mattered
a random act of carelessness
and I fell ... I fell
and I have been lying there broken
ever since ...

Pr
atricia de Wachte

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O que há em mim é sobretudo cansaço Não disto nem daquilo, Nem sequer de tudo ou de nada: Cansaço assim mesmo, ele mesmo, Cansaço. A subtileza das sensações inúteis, As paixões violentas por coisa nenhuma, Os amores intensos por o suposto alguém. Essas coisas todas - Essas e o que faz falta nelas eternamente -; Tudo isso faz um cansaço, Este cansaço, Cansaço. Há sem dúvida quem ame o infinito, Há sem dúvida quem deseje o impossível, Há sem dúvida quem não queira nada - Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: Porque eu amo infinitamente o finito, Porque eu desejo impossivelmente o possível, Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, Ou até se não puder ser... E o resultado? Para eles a vida vivida ou sonhada, Para eles o sonho sonhado ou vivido, Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto... Para mim só um grande, um profundo, E, ah com que felicidade infecundo, cansaço, Um supremíssimo cansaço. Íssimo, íssimo. íssimo, Cansaço... 

Álvaro de Campos



Se amar é veneno...
Gosto dos venenos mais amargos,
cujos frascos me lembrem perfume
aromatizado com amor e ciúme.
Se amar é fogo...
Gosto da paixão que incendeia,
tragada feito um gole de conhaque,
em que a língua faça da boca uma ceia,
e o fogo do corpo,
apenas a saliva apague.
Se amar é pecado...
Gosto dos pecados mais ousados,
em que a alma se devore em gozo,
o corpo adormeça extasiado
e o céu alcance num beijo
apaixonado...

Sirlei L. Passolongo